quarta-feira, 14 de setembro de 2011


Como o exercício físico pode ajudar na memória e aprendizagem

Como o exercício físico pode ajudar na memória e aprendizagemOs benefícios do exercício físico para a saúde em geral já são bem conhecidos e amplamente divulgados pela mídia. Seus benefícios para o cérebro também já foram assunto de artigos anteriores em nosso site, porém uma pesquisa recente identificou o exercício físico como sendo o fator chave para a produção de neurônios nas regiões do cérebro associadas à aprendizagem e memória.
Então é de se supor que toda a população esteja se exercitando, não é? O problema é que muitas pessoas têm dificuldade para começar e manter uma rotina de exercícios. Alguns dados indicam que metade das pessoas que começam um programa de exercícios físicos param já nos primeiros 6 meses. Essa desistência está geralmente associada à falta de uma qualidade chamada por alguns pesquisadores de “auto-eficácia”, ou a confiança de uma pessoa em relação a objetivos específicos.
Se você faz parte dessa estatística, não se desespere, pois nem tudo está perdido. Pesquisadores da University of Illinois, nos EUA, exploraram como algumas estratégias e habilidades cognitivas podem auxiliar as pessoas a desenvolverem auto-eficácia, principalmente os idosos.
Um estudo recente do US National Institute of Aging, demonstrou uma relação causal entre o exercício físico e a produção de novas células funcionais no cérebro de camundongos, processo também conhecido como neurogênese ou regeneração do cérebro. Essas novas células foram produzidas principalmente nas regiões associadas à aprendizagem e à memória, justamente as regiões mais afetadas por doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson.
De acordo com a Dra. van Praag, responsável pelo estudo, os camundongos tiveram o maior aumento de novas células quando jovens, o que demonstra a importância da atividade física durante a juventude para o desenvolvimento cerebral. Entretanto, como a neurogênese continua ao longo da vida, a pesquisadora sugere que esses benefícios resultantes do exercício físico são significativos para todas as faixas etárias.
Outro estudo, também patrocinado pelo US National Institute of Aging, queria saber se habilidades e estratégias cognitivas específicas podiam melhorar a adesão de idosos a programas de exercícios. Recrutou-se 177 participantes, entre homens e mulheres na faixa dos 60 a 70 anos, que foram submetidos a um programa de exercícios três vezes por semana, durante um ano.
Pesquisadores mediram a auto-eficácia através de um questionário sobre se e com qual frequência a pessoa estabelecia objetivos para si mesma, monitorava seu progresso, gerenciava seu tempo e se engajava em outros comportamentos que exigiam autocontrole.  Também aplicaram testes cognitivos que avaliavam a memória espacial, habilidade de multitarefa e a capacidade de inibir respostas indesejadas, o que coletivamente podem ser classificadas como funções executivas.
Descobriu-se que algumas habilidades e estratégias aumentaram a aderência do participante ao programa de exercícios. A habilidade de multitarefa e a capacidade de inibir respostas indesejadas contribuíram significativamente para a aderência por aumentar a auto-eficácia, bem como o uso mais freqüente de estratégias de autocontrole.
Esse estudo, publicado no American Journal of Preventive Medicineidentificou três estratégias para você aumentar sua auto-eficácia e começar a se exercitar: lembrar de sucessos anteriores, observar outros fazendo algo que você acha intimidador e recrutar o apoio de outras pessoas.
Como as habilidades cerebrais diminuem com a idade, o fato de elas influenciarem a aderência ao programa de exercícios mostra que os idosos seriam os maiores beneficiados ao adotarem as estratégias para melhorar sua auto-eficácia. Além disso, como uma habilidade cerebral melhora quanto mais a usamos, uma forma de melhorar a auto-eficácia seria através do desenvolvimento de atividades intelectuais específicas, como exercícios para o cérebro.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Déficit de atenção e treinamento cerebral

Déficit de atenção e treinamento cerebralO TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade), mais conhecido simplesmente como déficit de atenção, é o transtorno mais comum em crianças e adolescentes encaminhados para serviços especializados. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade e é tido como a principal causa de fracasso escolar.

Pesquisas em várias regiões do mundo estimam que o déficit de atenção esteja presente em cerca de 3% a 5% das crianças. E em mais da metade dos casos o transtorno acompanha o indivíduo na vida adulta, embora os sintomas sejam mais brandos.

O tratamento geralmente indicado baseia-se em medicamentos e psicoterapia. Porém, se nossa atenção pode ser melhorada através de exercícios, será que esses mesmos exercícios também podem auxiliar no tratamento do déficit de atenção? Pesquisas ao redor do mundo indicam que sim, mas a questão não é tão simples assim.

Primeiro é importante entendermos melhor esse transtorno que, apesar de ser chamado de déficit de atenção, pode ser mais bem definido como um problema no controle intencional da atenção ao invés de um déficit puro na habilidade de prestar atenção. Essa distinção, fundamentada por um corpo crescente de evidências neurocientíficas, é muito importante para a compreensão desse distúrbio tão impactante na sociedade.

Pais de crianças com TDAH, por exemplo, podem achar difícil de aceitar que uma criança que consegue passar horas absorta num videogame tenha um problema de atenção. Professores podem ficar confusos com um estudante que é totalmente dedicado à aula de música, mas é distraído ou disperso em outras aulas.

A Dra. Martha Denckla da Johns Hopkins University, nos EUA, explica que o problema está mais associado a como a atenção é alocada, pois alocar a atenção de forma apropriada para o sucesso escolar requer um grau de auto-controle para deixar de lado uma atividade preferida e focar numa atividade que pode não ser tão interessante ou recompensadora naquele momento.

Ainda não existe um consenso na comunidade científica sobre o que realmente pode estar acontecendo de errado nos cérebros dos indivíduos com TDAH. Existem várias teorias tentando explicar o transtorno: uma falha na inibição de reações, um problema com a memória de trabalho, a forma como a informação é processada no tempo, ou até padrões conflitantes de atividade neural. Cada uma dessas teorias oferece pistas intrigantes, mas ainda não respondem todas as questões.

No livro ADHD and the Nature of Self-Control, escrito pelo Dr. Russel Barkley, ele defende que os tratamentos mais efetivos são os baseados em medicação e em estratégias comportamentais, pois o TDAH trata-se mais de um problema de conseguir fazer o que se sabe do que de saber o que fazer. Essas estratégias compreendem desenvolver métodos para os alunos com TDAH serem lembrados constantemente das regras da sala de aula, por exemplo, ou de quebrar objetivos de longo prazo em vários objetivos de curto prazo, associados a recompensas.

Segundo o Dr. David Rabiner, da americana Duke University, esse tipo de abordagem ao tratamento representa mais um gerenciamento dos sintomas do que uma cura e, consequentemente, quando se para com o medicamento e com as estratégias, os sintomas tendem a retornar. Por isso, o tratamento é de longo prazo e os sintomas melhoram à medida que o sistema de auto-controle do cérebro amadurece e o indivíduo aprende a aplicar essas estratégias ao longo da vida.

Porém ele argumenta que, considerando que o cérebro possui plasticidade, ainda mais durante a infância, seria possível que crianças com TDAH tivessem resultados mais duradouros fazendo exercícios cognitivos. Esse raciocínio está embasado em estudos recentes que fornecem evidências animadoras.

Por exemplo, pesquisas recentes demonstraram que um treinamento computadorizado para memória de trabalho diminuiu os sintomas de TDAH e que esse benefício persistiu além da duração do treino em si. Também existe uma série de estudos em neurofeedback, um tipo de tratamento que tenta ensinar os indivíduos a alterar e controlar aspectos básicos do funcionamento cerebral, em que mudanças duradouras também foram relatadas.

Um desses estudos com treinamento computadorizado foi muito comentado pela mídia em 2005, sendo liderado pelo Dr. Torkel Klingberg, do Instituto Karolinska, na Suécia. O estudo consistia em avaliar a eficácia de um treinamento para a memória de trabalho num grupo de 53 crianças com TDAH e idades entre 7 e 12 anos, sem medicação estimulante. As crianças foram avaliadas antes do treinamento, logo após as 5 semanas de treinamento e, novamente, 3 meses depois.

Os resultados mostraram efeitos positivos no raciocínio complexo, na inibição de reações e na redução nos sintomas de TDAH verificados pelos pais. E muitos desses efeitos permaneceram mesmo 3 meses após o treinamento. Devido a esses resultados promissores, outros estudos foram realizados e essa linha de pesquisa continua crescendo.

O campo do treinamento cerebral computadorizado para ajudar nos casos de TDAH ainda é muito recente, mas já possui muitas evidências animadoras e não há contra-indicação. Portanto, se você possui déficit de atenção, experimente exercitar sua memória de trabalho e sua atençãoatravés de desafios variados, como os oferecidos pelo Cérebro Melhor, e veja como isso funciona para você.

Cérebro Melhor

Não acredite em tudo que seus olhos veem

Não acredite em tudo que seus olhos vêemA neurociência explica que, apesar de nossas sensações parecerem precisas e verdadeiras, elas não necessariamente reproduzem a realidade física do mundo. Isso porque os mecanismos que, na maioria das vezes, reproduzem corretamente os estímulos físicos que chegam até o cérebro são os mesmos responsáveis por nossos sonhos, ilusões e lapsos, como se os sinais recebidos pelos nossos cinco sentidos não fossem processados corretamente pelo cérebro.

Portanto, a famosa expressão “ver para crer” nem sempre é verdadeira. Mais correto estava Sócrates quando disse: “Tudo que sei é que nada sei”. Ainda mais quando se está diante de uma imagem criada para iludir o seu cérebro – uma ilusão visual – justamente o tipo de experiência em que a percepção não corresponde à realidade física.

O estudo de ilusões visuais é de suma importância para se compreender os mecanismos básicos da percepção sensorial, bem como para se encontrar a cura de muitas doenças do sistema visual. Mas, enquanto os pesquisadores utilizam essas ilusões para fins científicos, nós podemos utilizá-las para fins didáticos e de entretenimento. E, por que não, também exercitarmos nossas habilidades de visão espacial! Veja a seguir uma seleção de ilusões visuais muito interessantes.

Essa é uma ilusão que desafia a gravidade e foi considerada a melhor ilusão do ano de 2010 por um concurso americano. O truque envolve uma construção tridimensional de quatro rampas que aparentam descer para fora do centro. Quando bolas são colocadas nas rampas, elas estranhamente sobem a rampa, como se um imã as tivesse atraído.

Esse truque, criado pelo japonês Kokichi Sugihara, é rapidamente compreendido quando a construção é vista de uma perspectiva diferente – cada rampa está na verdade descendo para o centro. Nosso cérebro é enganado porque assumimos que cada coluna de sustentação é vertical e que a coluna do centro é a mais alta. Mas na realidade, as colunas e as rampas estão inclinadas para criar a ilusão.

Ilusão das Torres de Pisa

Essa é uma ilusão tão intrigante quanto simples. As duas imagens da Torre de Pisa são idênticas, mas a da direita nos passa a impressão de estar um pouco mais inclinada do que a da esquerda, como se tivesse sido fotografada de outro ângulo.

A explicação é que nosso cérebro é enganado por seu próprio mecanismo de construir uma imagem mental 3D a partir de uma imagem 2D, enquanto tenta tratar as duas imagens como se fizessem parte de uma única cena. O cérebro interpreta que os dois objetos deveriam convergir no horizonte, como se fosse num desenho em perspectiva, porém, como eles não convergem, pensamos que estão desalinhados. Essa habilidade do cérebro é inconsciente e acredita-se que é desenvolvida durante a infância.

Ilusão do rosto gordo e magro

Veja nas imagens acima como um simples truque pode lhe ajudar a perder peso nas fotos – basta virar a foto do seu rosto de cabeça para baixo. Como você pode ver acima, as duas fotos são idênticas, porém somos levados a crer que a foto que está de cabeça para baixo tem um rosto mais longo e, portanto, mais fino.

Esse truque funciona porque nosso cérebro percebe o formato do rosto usando as proporções relativas dos elementos da face, como os olhos, nariz e boca. Então, quando essas proporções são invertidas ao virarmos a foto, a nossa percepção do formato do rosto é distorcida.

Cérebro Melhor

Como nosso cérebro resolve quebra-cabeças

Como nosso cérebro resolve quebra-cabeçasQuem não gosta de quebra-cabeças? Toda vez que resolvemos um quebra-cabeças, como forma de recompensa nosso cérebro libera uma substância chamada dopamina, o que nos dá um imenso prazer. Pesquisas recentes sugerem que, além dessa recompensa, a simples ideia de resolver um quebra-cabeça geralmente coloca nosso cérebro num estado receptivo e lúdico que, por si só, já nos proporciona uma fuga prazerosa.

Quando resolvemos um problema, utilizamos basicamente dois processos, um analítico e outro intuitivo. A resolução de problemas pelo processo analítico requer o uso da inferência e da tentativa e erro, enquanto o processo intuitivo está mais associado à famosa “sacada”.Pesquisadores acreditam que esses dois processos não utilizam necessariamente as mesmas habilidades cerebrais, porém a solução criativa de problemas geralmente requer tanto análise quanto intuição, fazendo com que nosso cérebro alterne entre esses dois estados mentais até encontrarmos a solução.

Esse estado criativo em que a análise e intuição trabalham juntas utilizando todos os modos de pensamento gerou uma teoria chamada dememória inteligente. Este conceito é polêmico, pois acaba com a ideia de que um hemisfério do cérebro está mais associado à criatividade e até levou a outro conceito que questiona a prática do famoso brainstorming.

Estudos de neuroimagem avaliaram o que acontece no cérebro de pessoas se preparando para resolver um quebra-cabeças. Resultados sugerem que uma certa “assinatura” na atividade preparatória, que está fortemente correlacionada ao bom humor, pode ser observada no cérebro de pessoas mais propensas a resolverem quebra-cabeças utilizando a intuição instantânea do que a tentativa e erro. Essa assinatura inclui a ativação de uma área do cérebro que fica ativa quando a pessoa expande ou estreita sua atenção. Nesse caso de solução pelo processo intuitivo, os pesquisadores acreditam que o cérebro expande sua atenção, tornando-se mais aberto a distrações e a conexões nervosas mais fracas.

Para avaliar a influência do humor sobre a forma de se resolver quebra-cabeças, os pesquisadores fizeram com que pessoas assistissem a um vídeo antes. As pessoas que assistiram a um vídeo de comédia resolveram mais quebra-cabeças no geral, e significativamente mais pelo processo intuitivo, quando comparados às que assistiram a vídeos assustadores ou chatos.

A ideia de que o bom humor contribui para uma melhor solução criativa de problemas está presente em diversos estudos, inclusive um que o relaciona com a capacidade de notar mais detalhes visuais. A implicação é que um bom humor nos induz a um estado atencional mais amplo e difuso, que nos permite a enxergar e perceber mais, além de pensar de maneira mais ampla. E essa mesma técnica utilizada para resolvermos quebra-cabeças poderia ser, guardadas as devidas proporções, aplicada na resolução de problemas na vida real.

O problema é que nem sempre a intuição necessária para a solução de problemas de maneira criativa aparece no momento que mais precisamos. Segundo o autor de um conceito chamado de intuição estratégica, nossas melhores ideias surgem quando menos esperamos. É uma intuição diferente da intuição comum, aquela mais parecida com um sentimento vago, pois se trata de um pensamento claro. Também difere da intuição especializada, aquela relacionada com julgamentos instantâneos associados a padrões familiares, pois é lenta. A intuição estratégica é aquela que lhe fornece uma ideia clara para uma ação e que pode ficar “cozinhando” na sua cabeça por um bom tempo até emergir, justamente o que não acontece numa sessão de brainstorming.

Para os que não estão familiarizados com o termo, brainstorming é um processo colaborativo de geração de ideias em que vários participantes contribuem livremente com ideias para resolver um problema específico. A crítica do autor a essa prática é que ela não proporciona um momento calmo e contemplativo que precede a intuição estratégica, ou o lampejo criativo.

Já o conceito da memória inteligente refere-se à habilidade de juntar os vários pedaços da nossa memória num pensamento consistente e criativo. Ela é composta de três elementos: pedaços de memória (experiências, informações e conhecimento); as conexões entre esses pedaços; e o processo mental característico que mistura e combina os pedaços e conexões, criando um pensamento mais sofisticado. Segundo os autores do conceito, essa é uma habilidade que pode ser desenvolvida em qualquer momento da vida. O processo basicamente passa poraumentar a capacidade da memória de trabalho, da memória de longo prazo e da atenção, desenvolver técnicas para enxergar melhor as conexões entre essas informações e aprender a relacioná-las de maneira inteligente para se obter soluções criativas.

Esses conceitos já são utilizados por empresas para orientar o método de geração de soluções criativas em grupo. Começa por um processo de análise e discussão conjunta do problema a ser resolvido, seguido pela dispersão do grupo para que cada participante tenha a oportunidade de ter uma intuição estratégica e volte com uma boa ideia. Depois, o grupo se reúne novamente para avaliar as ideias e aperfeiçoar a melhor delas. Desta forma, o método contempla tanto os processos intuitivos quanto os analíticos da criatividade. E se isso tudo for feito com bom humor, os resultados tendem a ser até melhores.

Cérebro melhor

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Doutorado clínico em Fonoaudiologia

Filosofia, implementação e êxito da Universidade de Pittsburgh

VEJA TAMBÉM

Tradicionalmente, as profissões de reabilitação têm evoluído para abranger uma compreensão mais profunda de um número relativamente limitado de condições que eles são treinados para reabilitar. Como resultado, mais novos e mais eficazes métodos clínicos desenvolver. O mestrado se tornou a exigência de nível de entrada na década de 1960 para Fonoaudiologia, porque o conhecimento ea experiência necessários para a competência nestes métodos foi considerado demasiado extenso para um curso de quatro anos de graduação.

Na década de 1980 reconheceu-se que o mecanismo usado para comunicação do trato aerodigestivo, foi uma fonte de morbidade e mortalidade em pacientes com uma variedade de condições agudas de saúde. Porque a educação e formação do fonoaudiólogo trata da gestão de distúrbios da comunicação em pacientes com anormalidades do trato aerodigestivo, Fonoaudiologia se tornou o padrão para a profissão de gerenciamento de uma nova gama de condições decorrentes de taxas de sobrevivência aumentou de doença ea crescimento da tecnologia cirúrgica e médica.

Desde então, o conhecimento e as habilidades necessárias para preparar SLPs igualmente em todas as áreas de prática têm crescido não apenas mais profunda, mas também exponencialmente mais amplo, sem um crescimento paralelo na preparação educacional necessária. Da Universidade de Pittsburgh, acreditamos que o mestrado de dois anos não conseguia mais absorver mais amplitude, sem reduzir drasticamente a profundidade de conhecimento necessário para preparar especialistas e líderes em prática baseada em evidências.

Em 1996, fizemos uma mudança dramática em nosso programa de estágio de mes-tre nível clínico e substituiu o discurso em casa e clínica de linguagem com a "rede de clínicas", na qual a nossa prática docente. Alunos do primeiro ano Fonoaudiologia são educados neste serviço, apoiando hospitais de agudos e terciário, centros de reabilitação, ambulatórios e reabilitação comunitária e centros educacionais.

Essa mudança começou uma fase de abrir os olhos em nosso departamento de percepção do futuro da profissão. O médico de clínica ciência programa (CSCD) representa uma opção única para a educação científica avançada na prática e na pedagogia da Fonoaudiologia. Os padrões de excelência estabelecidos e realizados pelos alunos deste programa são mandatados pela ética e merecida pelos nossos consumidores.

Motivações

Fonoaudiologia, como esperado a ser praticado na médica e algumas outras configurações, requer um padrão mais alto de preparação do que agora é obrigatória. Uma profissão em toda a movimentação em direção a um doutorado de nível de entrada nunca é não e, provavelmente, será universalmente procurado por SLPs. O nível de doutorado de preparação pode ser essencial em algumas configurações. Doutorado treinados médicos podem fornecer a liderança da profissão precisa garantir que a base de conhecimento científico é traduzido em crescimento habilmente ao ambiente clínico. O CSCD é a correlação clínica com o médico de pesquisa orientada da ciência grau (SCD) e foi desenvolvido para preparar um grupo de líderes clínicos.

Reembolso pode exigir que os prestadores de serviço possuem um grau avançado e / ou nível de especialização (ver Johnson et al., 2010). Acesso directo para a prática clínica e os privilégios de faturamento são influenciadas pelo estado provedor e independência percebida. Esses fatores podem tornar-se os mínimos padrões de independência, posições de liderança, e os privilégios de faturamento.

Designadores grau

O designador de grau de doutorado em clínica fonoaudiológica patologia tem importância para a profissão. Os graus ScD e doutorado são universalmente reconhecidos e premiados como qualificações de pesquisa nos Estados Unidos. O SCD prepara os indivíduos principalmente para papéis de liderança clínica com uma ênfase secundária sobre a preparação da pesquisa. A "clínica" PhD deve incorporar a pesquisa completa e currículos clínica, correndo o risco de sacrificar um para o outro, ou diminuindo tanto.

Obter o conhecimento complexo e competências necessárias para o desempenho em nível de doutorado em pesquisa e clínica exige mais tempo do que o disponível para a realização de um único grau. Dada a complexidade inerente e âmbito da prática de Fonoaudiologia, seria imprudente sugerir que o PhD ser usado para "casa" de doutorado um estudo clínico. Existe um forte potencial para diluir a preparação de investigação necessárias para o PhD, se nós também queremos abordar questões clínicas avançadas. Empréstimo o designador grau não vai milagrosamente prêmio o reconhecimento, respeito, integridade e status para o doutorado clínico que foi defendida por Aronson (1987).

Apoiamos firmemente o médico de clínica ciência designador (CSCD) para o doutorado clínica em Fonoaudiologia. Esta designação faz clara a base científica do profissional clínico e nível avançado de educação necessária. Se o fonoaudiológica profissão patologia adota um designador de grau único, que vai significar uma abordagem unificada para a educação nacional clínicos avançados.Essa prática estaria em consonância com uma longa doutorados profissionais, como o médico juris (JD) e médico (MD), graus com que o fonoaudiológica designador grau patologia deve alinhar (ver The Higher Learning Commission, 2006).

CSCD Metas do Programa

O objetivo do programa Universidade de Pittsburgh é fornecer um conhecimento aprofundado e habilidades em:

  • prática clínica avançada
  • baseada em evidências a tomada de decisões
  • habilidades de liderança de equipe clínica
  • trabalho multi e interdisciplinar
  • disseminação de informação profissional

A profundidade de estudo e preparação de estudantes Fonoaudiologia pode ter sido diluída pela expansão da profissão em novas áreas. Ele pode não ser mais realista pensar que podemos produzir avançados, especialista líderes clínica em dois anos para todos os ambientes clínicos. Preparação de mestrado é projetada para produzir os médicos competentes. O programa é projetado para CSCD líderes de pós-graduação com conhecimentos especializados e conhecimento, a capacidade de trabalhar em parceria com líderes em outras áreas de especialização, e as ferramentas para colaborar e difundir o conhecimento dos pesquisadores.

Diplomados da Universidade de Pittsburgh programa clínico de doutorado estão preparados para a independência, liderança e excelência na prática clínica. Avenidas profissional de trabalho incluem serviço de clínica e posições do corpo docente administrativas e clínicas. Este programa envolve a leitura, contínua e extensa avaliação crítica da literatura existente para desenvolver as habilidades para avaliar eficientemente a base de evidências teóricas e científicas para apoiar boas práticas clínicas.

Foco do programa

Cursos de mestrado oferece uma enorme quantidade de conteúdo em um período relativamente curto. O programa PhD produz pesquisadores independentes capazes de investigar questões importantes sobre a natureza das doenças e seu tratamento. Com o programa CSCD, nosso objetivo é preparar companheiros clínico (primeiro ano pós-mestre) e, em seguida, os residentes (anos pós-mestre 2 e 3). Após três anos de formação clínica e acadêmica avançada, os formandos serão capazes de analisar problemas clínicos habilmente e produzir uma evidência apoiado abordagem estratégica para a intervenção dentro das limitações do ambiente médico. Nosso ensino e métodos de tutoria desenvolver a independência na tomada de decisões, o desenvolvimento auto-avaliação crítica e focada de conhecimentos em áreas de interesse clínico específico.

Como na formação PhD, estudantes avançados clínicos especializados em uma área específica em que para desenvolver competências e liderança. Ao contrário nível do mestre de preparação, os alunos CSCD desenvolver competências de alto nível em todas as áreas, desde o início. Eles aprendem métodos de escrita e apresentando adequado para publicação e falar em público em ambientes competitivos. Métodos de ensino romance incluem debates clínicos e hands-on, one-to-one orientação clínica pelo corpo docente. Os estudantes participam de rodadas médica grande e apresentações de casos de equipes multidisciplinares. Cada aluno compromete-se três de cinco semanas rotações médica com disciplinas clínicas, para não contribuir como um SLP, mas para ser imerso na cultura e prática de outras profissões, como a neurologia, dietética, cuidados paliativos, e neonatologia. Esta experiência dá aos alunos uma compreensão mais profunda das condições dos pacientes e as perspectivas de outros especialistas clínicos em lidar com a doença.

O programa foi desenvolvido com CSCD pontos de entrada flexível para acomodar os alunos através de uma série de experiências de vida: imediatamente pós-bacharelado ou graus de pós-mestre, experiente médicos praticando, e / ou doutorado pesquisadores.

Prática clínica pode ser especialistas em suas áreas e, como tal, representam uma rica fonte de aprendizado para o corpo discente. Atribuições são clinicamente focada e individualizada. Alunos e professores podem acessar o corpo mais up-to-date de provas em Fonoaudiologia.

Fatores-chave

O programa inclui CSCD principais fatores diversos:

  • Educação de cada aluno é personalizado para as suas necessidades.
  • Durante os três anos, os estudantes trabalham de 50% da semana em uma posição clínicos externos à universidade (ou seja, não uma "colocação") e eles estão continuamente orientado por membros do corpo docente especialista em um processo acadêmico que pontes clínica e questões em sala de aula.
  • Os alunos a desenvolver habilidades de pensamento crítico e pesquisa em design-conhecimento que lhes permitam implementar prática baseada em evidência em suas experiências clínicas e para resistir a interrogatório pela multidisciplinar colegas clínicos.Desenvolvimento de clara, concisa, convincente habilidades apresentação oral permite que os alunos compartilham um conjunto significativo de experiência com uma variedade de ouvintes, de paciente para o médico, e manter uma posição consistente durante o processo de conferência controversa.

Estado atual

O programa passou por uma série de resultados bem sucedidos.

  • Matrícula atual: Oito alunos estão matriculados no programa de pós-mestre, com mais três para entrar nos próximos seis meses.
  • Graduados: Nossos primeiros quatro egressos do programa preenchido todos os requisitos de abril de 2011. Um continuou a trabalhar como coordenador para o ensino clínico na Administração de Veteranos de Pittsburgh Healthcare System (VAPHS), um matriculados em um programa de doutoramento, um voltou para a Costa Oeste para desenvolver clínicas especializadas em avaliação de demência e tratamento, e um está indeciso.
  • Papers e apresentações externas por clínicos doutorandos além das exigências do programa: Embora os alunos não são obrigados a publicar trabalhos que são necessários para produzir dois trabalhos para apresentação a um organismo externo. Nossos alunos são fortemente encorajados a publicar ea apresentar e produziram dois capítulos; nove trabalhos arbitrados, 10 seminários arbitrados em convenções ASHA, a Associação Internacional de Logopedics e Foniatria, e da Associação Nacional de preto para Fonoaudiologia e Audição; cinco cartazes arbitrados em ASHA e da American convenções Associação Cleft Palate, 15 apresentações de convidados, 12 apresentações, incluindo em serviço treinamentos, ao VAPHS, Instituto Pittsburgh infantil, Hospital Infantil de Pittsburgh, e locais hospitais de agudos, e seis artigos em uma série de 18 meses em uma publicação Reino Unido.
  • Pesquisa: A pesquisa não é necessária, mas os projetos estão em andamento em áreas que incluem o uso da metodologia Q (combinando o melhor de metodologias qualitativas e quantitativas para revelar perspectivas subjetivas que são internamente e externamente válido confiável) para avaliar as perspectivas dos médicos do fonoaudiológica patologia profissão, e uma comparação de pai e filho perspectivas na voz.

Desenvolvimento de um Programa de

Instituições, considerando o desenvolvimento de um programa clínico de doutorado pode querer considerar uma série de fatores que podem afetar o sucesso do esforço.

  • Existentes expertise no departamento: Existe uma proporção adequada de docentes com doutorado? Existe um programa forte e activa de pesquisa? Qual é o equilíbrio de investigação activa ao ensino / serviço? Faz perícia do corpo docente cobrem uma gama de áreas clínicas?
  • Experiência fora do departamento: SLPs rotina de trabalho em equipes multidisciplinares e devem ser educados com outros profissionais para compreender o alcance ea profundidade das perspectivas de cuidados clínicos, sem bairrismo profissional.
  • Apoio local: Juros e suporte devem ser estabelecidos entre os empregadores locais / regionais para a educação de doutorado clínico.
  • Metas e objetivos do currículo: Um vasto currículo deve ser considerado, com possíveis áreas opcionais de foco, como administrativa, médica, baseada na escola e faixas. O currículo não deve ser simplesmente trabalhar mais de mes-tre nível: deve haver maior profundidade e amplitude de estudo. Pesquisa em educação é relevante em termos de apoio à educação clínica.
  • Cursos específicos, as necessidades do programa, e requisitos: cursos disponíveis devem incluir, por exemplo, créditos obrigatórios na administração política, direito, cabeça e pescoço anatomia e redação científica; áreas avançadas, tais como distúrbio de neurociência e transtornos do espectro do autismo; um requisito de avaliação de pesquisa, incluindo métodos de pesquisa e estatísticas; e estágios envolvendo supervisão mentor.
  • Prática clínica: Os alunos devem permanecer em uma posição paga clínicos (mas com horário reduzido para talvez metade do tempo) ou ser colocada em um post cuidadosamente selecionados com os empregadores locais. Esta experiência fornece a ponte entre a aprendizagem em sala de aula e aplicações clínicas. Créditos acadêmicos devem ser concedidos para atividades estruturadas ligando clínica e sala de aula.
  • Cursos: Um balanço de cursos dentro e fora de um típico departamento de comunicação da ciência distúrbios é recomendado. Essa diversidade aumenta a amplitude ea perspectiva dos estudos e promove a integração de idéias acadêmicas em trabalho em equipe clínica multidisciplinar.

Olhando para o futuro

O lançamento de uma nova entidade profissional acadêmica em oposição à expansão atual requer um cuidado deliberações e algum grau de risco. Da Universidade de Pittsburgh foi capaz de beneficiar de uma gama de professores com experiência em educação, pesquisa e desenvolvimento profissional contínuo e da experiência internacional do diretor do programa, que trouxe idéias e lições aprendidas de um empreendimento semelhante no Reino Unido.

Continuamos firmemente dedicado ao aprendizado acadêmico simultâneo e experiência clínica, e reconhecer que essa conexão pode apresentar desafios no mercado de trabalho. Temos a sorte de trabalhar com excelentes instalações clínicas na área de Pittsburgh maior.

Aplicações para o programa continuar a aumentar, apesar das exigências acadêmicas e financeiras de três anos ainda de decisão estudo-no fácil para os alunos, metade dos quais são internacionais.Nossa clínica "residentes" são colmatar o fosso entre a aprendizagem avançada e vida clínica em apresentações que vão desde nacionais / internacionais reuniões para as contribuições para a formação em serviço. A informação flui em ambos os sentidos entre os dois lados do nosso mundo profissional.

Esperamos que o doutorado clínica em Fonoaudiologia ajudará a profissão enfrentar os desafios de um ambiente em rápida mutação de saúde. Finalmente, o sucesso de um programa é julgado por seus graduados, e não pelo seu corpo docente eminente ou estruturas programa robusto. Temos refletido sobre, adaptado, e continuar a fiscalizar o programa. Diálogo entre o corpo docente continua dentro e fora da ciência da comunicação e distúrbios e da universidade, estudantes e clínicos.Estamos orgulhosos dos nossos primeiros graduados e alunos e consideram que, até agora, temos conseguido os nossos objectivos.

Paula Leslie, PhD, CCC-SLP, professor associado do Departamento de Ciências da Comunicação e Distúrbios (CSD) da Universidade de Pittsburgh, é diretor do programa CSCD da universidade. Seus interesses de pesquisa incluem disfagia, ética e em fim de vida, as decisões em populações vulneráveis. Ela é membro do Grupo de Interesse Especial (SIG) 15, Gerontologia, e da Comissão de Pesquisa do SIG 13, deglutição e deglutição. Contatá-la em pleslie@pitt.edu.

Malcolm McNeil, PhD, CCC-SLP, um Professor de Serviços Distintos e CSD cadeira na Universidade de Pittsburgh, é um cientista da carreira de pesquisa no Sistema de Saúde VA Pittsburgh. Seus interesses de pesquisa estão em aspectos clínicos e teóricos de distúrbios da fala e afasia motora. Contatá-lo em mcneil@pitt.edu.

James Coyle, PhD, CCC-SLP, BRS-S, um professor assistente CSD da Universidade de Pittsburgh, ensina e treina fonoaudiológica estudantes patologia nos hospitais universitários e de sala de aula e clínicas. Seus interesses incluem a gestão baseada em evidências de disfagia orofaríngea em adultos, a integração da ciência médica na prática da Fonoaudiologia, e da interação de disfagia e doenças pulmonares. Ele é membro de SIG 13, deglutição e deglutição.Contatá-lo em jcoyle@pitt.edu.

Cheryl Messick, PhD, CCC-SLP, é o diretor de educação clínica no Departamento de CSD, da Universidade de Pittsburgh. Ela tem servido como consultor para vários programas universitários sobre os métodos de otimização de educação clínica. Seus interesses clínicos foco na prestação de serviços fonoaudiológica às crianças, particularmente aquelas com deficiências de desenvolvimento. Ela é membro de SIG, 11 de Administração e Supervisão. Contatá-la em cmessick@pitt.edu.

citam como: Leslie, P., McNeil, M., Coyle, J. & Messick, C. (2011, 02 de agosto). Doutorado em Clínica Fonoaudiologia:. Filosofia, Implementação e Sucesso na Universidade de Pittsburgh O Líder ASHA.

Referências

Aronson, A . (1987). A clínica PhD:. Implicações para a sobrevivência e libertação dos distúrbios da comunicação como uma profissão de saúde ASHA, 29 (11), 35-39.

Johnson, A., Golper, LA, McNeil, MR, Jacobson, B., & Lof, G. (2010). O doutorado profissional em SLP: Quem? O quê? Quando? Por quê? Como? Trabalho apresentado na Convenção ASHA.

A Comissão de Ensino Superior . (2006). Relatório da força-tarefa para o doutorado profissional .Chicago, IL: O Ensino Superior Comissão North Central Association of Colleges and Schools.


segunda-feira, 1 de agosto de 2011


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O uso de computadores, celulares, tablets e laptops têm transformado o dia a dia das crianças. As mudanças são visíveis nas brincadeiras e também na hora do aprendizado dos pequenos. Tanto que nos Estados Unidos, a tradicional forma de escrever com a letra cursiva (de mão) foi considerada ultrapassada e o ensino deve ser abandonado em mais de 40 estados norte-americanos.

O primeiro deles a suspender por lei o ensino da letra cursiva nas escolas foi o estado de Indiana. Os defensores do novo código argumentam que, atualmente, as crianças não necessitam e quase não se utilizam de caneta e papel para escrever e por isso a alfabetização deve se focar no ensino da letra bastão e nos métodos de digitação. A medida causou polêmica nos EUA. Será que o hábito pode ser incorporado por aqui também?

Para a psicopedagoga Anete Hecht, diretora pedagógica do Colégio I.L.Peretz, em São Paulo, não há motivos que justifiquem a retirada do ensino da letra cursiva nas escolas brasileiras. “Os métodos devem ser somados e não reduzidos. A alfabetização acontece no primeiro momento com a letra bastão, depois a criança passa para a letra cursiva. Isso é importante porque na letra de mão, a criança desenvolve traços da sua identidade e personalidade”, afirma. A psicopedagoga se preocupa também com o desenvolvimento da coordenação motora fina das crianças, que poderia ser prejudicada pelo abandono da letra de mão.

Mas segundo Saad Ellovitch, neuropediatra do Hospital Samaritano de São Paulo, o desenvolvimento da coordenação motora fina não está estritamente relacionado à escrita cursiva, mas também ao uso das mãos em movimentos sutis. “O cérebro se adapta às necessidades do corpo. Você pode desenvolver a motricidade fina, ou seja, a capacidade de execução de movimentos pequenos e delicados, com outras atividades, como por exemplo, o desenho”, afirma a especialista. O corpo é capaz de se adaptar assim às novas condições impostas pelo desenvolvimento humano.

Hoje, a substituição da escrita cursiva pela digital se apresenta como um processo natural - e não necessariamente um problema. “A escrita digital predomina na maioria dos trabalhos da esfera profissional. Por isso, o investimento no ensino da letra cursiva para essa função está cada vez mais em desuso", explica Maria Jose Nóbrega, filóloga e assessora da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. A portabilidade dos equipamentos é outro fator que desestimula a escrita de mão. No entanto, como os impactos das novas tecnologias sobre a educação e o aprendizado ainda são pouco conhecidos, a especialista reforça que os novos e os antigos métodos tendem a ser usados de forma conjunta.“Ainda não podemos excluir o ensino da letra cursiva, porque no Brasil nós não temos a universalização do acesso ao computador", diz.

Outra razão seria porque a escrita manual desempenha algumas funções que ainda não foram substituídas pela digital. Uma letra bonita, em um caderno arrumado, é claro, também ensina conceitos de organização.

A insustentável leveza da memória

A insustentável leveza da memóriaVocê confia na sua memória? Tente se lembrar de algum acontecimento traumático na sua vida. Você consegue se lembrar onde estava? Quem estava com você? E como você se sentiu durante o evento? Você provavelmente esteja muito confiante dessas memórias, mas nossas lembranças não são tão precisas quanto nós imaginamos.

Especialistas explicam que a memória muitas vezes não é armazenada de maneira completa ou pode até ser armazenada de maneira equivocada. Além disso, é possível modificar uma memória durante o processo em que ela é recordada e isso até pode ser usado em terapias. Existem até drogas com o poder de apagar totalmente a memória de longo prazo de uma pessoa ou de fortalecê-la.

Elizabeth Phelps, da Universidade de New York nos EUA, explica que memórias de eventos traumáticos são armazenadas principalmente numa região do cérebro chamada de amídala, um centro de processamento de emoções do cérebro particularmente envolvido com o medo. A amídala foca tão pesadamente nas emoções que ela acaba não armazenando adequadamente os detalhes do evento. Estudos de imagem cerebral com voluntários americanos têm demonstrado que, quando eles pensam sobre o ataque às Torres Gêmeas no fatídico 11 de setembro, há uma grande ativação da amídala, enquanto a ativação do parahipocampo, região do cérebro importante para resgatar detalhes, é baixa.

O problema é que essas lembranças falhas podem ter graves consequências, pois às vezes combinamos os detalhes de nossas experiências incorretamente. Um exemplo disso foi o de Donald Thompson, um psicólogo e especialista em memória, que foi acusado de um estupro brutal. Mas por sorte de Thompson, ele tinha um álibi inquestionável. Ele estava dando uma entrevista ao vivo na televisão sobre memórias não confiáveis no momento do crime. A mulher estava assistindo à entrevista quando foi estuprada e acabou confundindo o rosto de Thompson com o do estuprador. De acordo com Daniel Schachter, professor de psicologia em Harvard, esse tipo de memória confiável mal atribuída é uma das causas mais frequentes de acusações erradas.

Nossas memórias mudam toda vez que pensamos sobre um evento do passado. Quando nossos cérebros armazenam memórias, elas passam por um processo de consolidação e, enquanto o processo não é concluído, as memórias permanecem frágeis. Toda vez que recordamos algo, criamos oportunidades de mudar ou atualizar o que resgatamos. Este processo nos permite deixar nossas memórias mais precisas na medida em que adicionamos novas informações a elas, explica o professor da Universidade do Arizona Lynn Nadel.

A reativação da memória pode fortalecer, mudar ou atualizar nossas lembranças, e pode ser usada no tratamento de pessoas que sofrem de distúrbio de estresse pós-traumático. Quando resgatamos memórias e não fazemos nada para diminuir seu impacto, o medo se torna maior, mas quando novas informações são adicionadas à memória, o medo pode diminuir.

Terapias químicas também podem algum dia diminuir o impacto emocional negativo das memórias. Em 2006, o pesquisador Todd Sacktor, descobriu uma proteína responsável pelo processo de armazenar memórias de longo prazo. Pesquisas indicaram que aplicando mais dessa proteína fez com que memórias de longo prazo fossem fortalecidas.

Pesquisadores desenvolveram uma droga, chamada de ZIP, que inibe essa proteína e, em testes feitos com ratos, permitiu com que eles apagassem as memórias de longo prazo desses ratos. Tratamentos usando essa droga, o ZIP, seriam antiéticos em humanos, pois os pesquisadores não conseguem atacar uma memória específica e, consequentemente, apagariam todas as memórias de longo prazo de uma pessoa.

Mesmo sabendo que não podemos confiar cegamente em nossa memória, é importante lembrarmos que nossa habilidade de memorizar pode ser melhorada com a prática e o treino frequente com jogos de memória é uma ótima maneira de exercitarmos essa habilidade tão importante para nossas vidas.