quarta-feira, 15 de junho de 2011

Crianças Sobredotadas

Crianças sobredotadas

Crianças sobredotadas

Não ignore os sinais de alerta



Estima-se que 3 a 5% das crianças e adolescentes que frequentam as escolas nacionais são sobredotados. A maioria está por identificar. Muitos são apenas percebidos como hiperactivos, desinteressados ou como alunos incómodos, em conflito com o próprio ensino que não corresponde às suas expectativas. Em entrevista à Bebé Saúde, a Doutora Helena Serra, presidente da Assembleia-geral da Associação Portuguesa de Crianças Sobredotadas (APCS), psico-pedagoga especializada em Educação Especial fala-lhe sobre o mundo destas crianças com uma inteligência especial.

Texto: Cláudia Pinto
Entrevista: Doutora Helena Serra, presidente da A.G. da APCS

Quando foi fundada a APCS e com que objectivos?
Esta associação foi criada em 1986 no Porto. O objectivo geral é assumir a defesa dos direitos e necessidades das crianças sobredotadas e das suas famílias.

Quantos associados tem a APCS?
É um número que oscila muito mas a média vai de 50 a 100 associados.

Como se define uma criança sobredotada?
É uma criança que reúne capacidades significativamente acima da média, em alguns domínios. Isto remete para um outro conceito que é o de inteligência e que tem sofrido uma evolução no tempo.

Uma das interpretações válidas é de Gardner que refere as inteligências múltiplas, considerando oito tipos de inteligências diferentes.

Uma criança destas pode revelar altíssimas capacidades em uma ou várias áreas, a que correspondem desempenhos de inteligência (linguística, lógico-matemática, espacial, quinestésico-corporal, musical, naturalista, interpessoal e intrapessoal).

Essa criança pode, no entanto, revelar um desempenho comum, ou mais baixo, por exemplo, no domínio psicomotor ou / e da socialização. A isto chama-se dissincronia (desnível interno).

Há alguma estatística que indique quantas crianças sobredotadas existem em Portugal?
Alguns estudos empíricos efectuados noutros países indicam que estas crianças se situam entre os 3 a 5%. Portanto, não existem estudos nacionais, mas estamos com empenho para os realizar através de uma amostra significativa.

Gostaria que me falasse de alguns mitos associados às crianças sobredotadas. Deve desmistificar-se o mito de que as crianças são génios?
Um dos mitos que persistem é pensar-se que, porque são consideradas crianças com capacidades acima da média, têm a vida facilitada, não precisam de professores nem de hábitos regulares. Este é um preconceito que deve ser destruído.

Estas crianças têm de ser correspondidas nessas competências e há sempre áreas que não acompanham este nível de eficiência fora do normal. Essas áreas devem ser trabalhadas e acompanhadas.

A família e a escola devem ter em atenção estes aspectos e incidir muito especialmente sobre a socialização. As crianças precisam de uma atenção especial, o que desfaz o mito.

Estes meninos têm de ser seguidos com atenção porque têm tanta curiosidade e motivação que, se não forem satisfeitos, passam a andar descontentes e desinteressados.

Como é que os pais se apercebem que estão perante uma criança sobredotada?
Há testes de identificação mas antes da preocupação de os aplicar formalmente, há muitos sinais. Por exemplo, ao nível linguístico, a criança pode ter desempenhos incomuns no domínio do vocabulário, da adjectivação e da estrutura da frase.

Há crianças que dão sinais muito cedo, ao nível da riqueza das frases. Outras crianças têm uma grande apetência pelos números, pelos símbolos (matrículas e marcas de automóveis, por exemplo), pelas letras, etc.

Há ainda outras crianças que descobrem mecanismos de leitura em idades absolutamente fora do comum. Há ainda quem revele competências no plano motor, no plano musical ou das expressões.

Esse modelo de inteligências múltiplas cria, de certo modo, um quadro de possibilidades de melhor compreensão destas crianças. Na prática, as crianças vão revelar-se num campo ou noutro.

Quando comparadas com crianças do seu grupo cultural e da mesma faixa etária, situam-se claramente acima da média.

Estas manifestações surgem a partir de que idade?
Estes sinais manifestam-se em crianças muito pequenas. Muitas vezes, os próprios pediatras apercebem-se que a postura, a atitude e a maneira de reagir da criança na consulta é diferente.

Há pais que são alertados pelos próprios pediatras para procurarem orientação para a educação dos filhos. Isto pode acontecer quando as crianças têm dois, três anos ou menos.

De que forma é que as capacidades das crianças sobredotadas podem ser estimuladas?
É aconselhável que o educador destas crianças tenha formação nesta matéria para haver um acompanhamento adequado. Por outro lado, estas crianças têm uma curiosidade muito invulgar. São criativas, altamente motivadas e uma inteligência major.

O professor e a escola devem tomar em conta estes aspectos para propor conteúdos e utilizar metodologias que as estimulem. Estas crianças devem ter estratégias diferenciadas para que se desenvolvam adequadamente.

Existe alguma legislação que possibilite a antecipação da entrada no 1.º ciclo às crianças que revelam ter capacidades acima da média?
O despacho n.º 50 / 2005, artigo 5º. A legislação prevê que a escola deve promover o desenvolvimento desta criança.

Deve promover a diferenciação pedagógica para que avance ao seu ritmo e para que seja estimulada nos domínios em que tem capacidades elevadas.

Nos outros domínios, deve ter actividades compensatórias que a enriqueçam.

É recomendável que as crianças sobredotadas sejam inseridas em turmas de bom nível mas no ensino regular.

As crianças sobredotadas desinteressam-se facilmente das actividades de outras crianças da mesma idade?
Não necessariamente. As brincadeiras dos meninos da sua idade podem ser demasiado infantis para acompanhar os seus gostos.

Há que fomentar certas actividades em grupo porque eles têm de se socializar pela afectividade e pelo jogo.

Não descansaremos enquanto não houver em cada agrupamento, uma dupla (pedagogia e psicologia) preparada para acompanhar os casos que vão surgindo.

Que tipo de ajuda é dado pela APCS aos pais de crianças sobredotadas?
Temos no Porto o programa “Sábados Diferentes” em parceria com a Escola Superior de Educação de Frassinetti. Esse programa já vai no 14º ano e tem sido frequentado por crianças que aqui têm actividades de enriquecimento.

Há programas equivalentes noutras cidades do país – Guarda e Póvoa de Varzim. Os pais também participam nestas actividades.

Porque é que existem crianças sobredotadas? Há alguma explicação científica ou ao nível dos genes que justifiquem essa situação?
É um fenómeno genotípico. O ambiente, ou é facilitador e lhe proporciona condições de desenvolvimento salutar ou, por outro lado, aquela capacidade maior pode não se desenvolver e o indivíduo pode transformar-se num fardo para a sociedade e passar a depender de medicamentos para andar equilibrado.

Não acompanhar de perto estes casos é um grande desinvestimento social e é um risco que se corre. Quando as escolas não olham a sério para este tema, no plano da educação, estão a desinvestir na sociedade e a criar marginalidade e/ou dependência medicamentosa.

Que atitudes se devem evitar? Ou seja, o que é que os pais não devem fazer? (por exemplo, proteger demasiado).
As crianças sobredotadas devem ter regras como as outras crianças. Devem ser alimentadas na sua curiosidade mas orientadas para algo que lhes interesse de facto e que valha a pena ser acompanhado.

Devem ter sempre em consideração actividades em grupo. As actividades de grupo têm a finalidade de colocar as crianças sobredotadas em relação sócio-afectiva com outras crianças. Serão espaços para ouvir e ser ouvido, o que fomenta o desenvolvimento pessoal e social.

Gostaríamos que estes cuidados estivessem a ser observados em todos os agrupamentos deste país. Os professores que trabalhem neste campo têm de ter formação especializada.

Pode dizer-se que estas crianças serão adultos mais bem sucedidos a nível profissional?
Não tenho dúvida, desde que a parte de envolvimento social seja bem estruturada na fase de crescimento. Conheço alguns casos que já passaram neste programa que estão muito bem estruturados na vida, muitos deles doutorados e com bons exemplos profissionais.

Estas crianças vivem todas as fases da vida um pouco mais cedo do que as outras?
Sim. Há mesmo um processo um pouco mais acelerado. A lei portuguesa permite que a criança só entre um ano mais cedo para a escolaridade e, em cada ciclo, possa avançar um ano.

Não temos casos em Portugal como nos EUA em que crianças com doze anos entram para a faculdade. Temos de analisar os contextos culturais em que as crianças se inserem.


Contactos da APCS
Rua Gil Vicente, 138-140
4000-255 Porto
Telf. 225 573 420/5
Fax. 225 508 485
Site. www.apcs.co.pt

O que devem os pais fazer e evitar?

PAIS
devem

PAIS
não devem

Responder e fazer perguntas com paciência e bom humor

Tratar uma criança sobredotada como um adulto só porque possui capacidades extraordinárias

Procurar informação para responder a perguntas que desconheçam

Ignorá-la ou culpabilizá-la por questionar e querer aprender tudo (embora, por vezes, se torne cansativo)

Conversar com o filho, discutir acontecimentos e situações pelas quais ele se interesse

Enganá-la pois o seu juízo moral perceberá facilmente que lhe estão a mentir e é muito difícil recuperar a sua confiança

Elogiar e encorajar os seus pontos fortes

Deixar a criança desrespeitar regras, não acolher rotinas

Ajudar a aceitar e a reconhecer as suas limitações

Exigir dela mais do que pode dar

Proporcionar um melhor desenvolvimento das suas capacidades (maximizando as áreas fortes e estimulando as mais fracas)

Exibir a criança e os seus dotes

Dar-lhe espaço para o seu trabalho e passatempos

Manter-se demasiado ocupados, de forma a estar pouco disponíveis para o filho

Alertar a escola para a situação; colaborar com ela, fornecendo “dicas” para o Plano de Desenvolvimento

Preencher demasiado o tempo da criança com actividades, de modo a que a criança fique sobre-ocupada

Reunir informação sobre respostas existentes (legislação, programas de enriquecimento, etc.)

Ficar demasiado ansiosos face às exigências próprias desta realidade

Esclarecer-se sobre o tema fazendo formação

Criar expectativas exageradas, nem subvalorizar a situação

O que devem os professores fazer e evitar?

Professores
devem

Professores
não devem

Estar atentos e observar a criança nos diferentes domínios e momentos da sua vida diária

Propor tarefas rotineiras e/ou não desafiantes

Confrontar as suas observações com informações fornecidas pelos pais

Ignorá-la ou culpabilizá-la por questionar e querer aprender tudo

Recorrer a técnicos especializados na área em que a criança mostra mais aptidões para desenvolver melhor as suas capacidades (maiores e menores)

Sentir-se ”ameaçados” pelo seu nível de conhecimentos e tipo de questionamentos

Fazer formação para adequar as metodologias às necessidades do aluno

Tirar conclusões unicamente a partir de um determinado tipo de dados

Promover constantemente a sua integração social

Utilizar metodologias pouco diversificadas

Manter o contacto frequente com os pais do aluno

Criar expectativas exageradas, nem subvalorizar a situação

Praticar a diferenciação positiva

Exibir a criança e os seus dotes

Promover um clima de confiança entre professor e aluno

Ignorá-la ou culpabilizá-la por questionar e querer aprender tudo mais rapidamente (embora, por vezes, se torne cansativo)

Suscitar a curiosidade do aluno e estimular a criatividade e fantasia

Impedir que, nas aulas, o aluno coloque questões pertinentes e exponha o seu ponto de vista

DESTAQUES

Quando comparadas com crianças do seu grupo cultural e da mesma faixa etária, situam-se claramente acima da média

Há pais que são alertados pelos próprios pediatras para procurarem orientação para a educação dos filhos

Não acompanhar de perto estes casos é um grande desinvestimento social e é um risco que se corre

Os pais não devem exibir as crianças e as suas capacidades

É fundamental que os pais proporcionem um melhor desenvolvimento das suas capacidades (maximizando as áreas fortes e estimulando as mais fracas)

Sapo Familia-Guia dos pais


Crianças Curiosas

Crianças curiosas
Crianças curiosas

Porque destroem tudo?



Através dos brinquedos, a criança tem a possibilidade de exprimir o seu mundo interior, as suas emoções, explorar e adaptar-se ao mundo exterior. Muitas vezes, só compreendemos o seu mundo ao observar as suas brincadeiras e, da mesma forma, conseguimos detectar eventuais perturbações.

Texto: Dra. Catarina Leal, Psicóloga Educacional

Há crianças que apresentam comportamentos disfuncionais, dos quais desconhecemos as causas. Como tal, muitas vezes, apenas conseguimos entender o que as perturba através das suas brincadeiras e do uso que dão aos brinquedos.

Quando existe um conflito interior, a criança vai descarregar a sua fúria nos brinquedos, acabando por os estragar. É, por isso, fundamental que os pais se mantenham atentos ao modo como os seus filhos brincam e utilizam os brinquedos.

Muitas crianças apresentam alguma falta de cuidado, brincando abruptamente. As crianças mais novas estragam alguns brinquedos devido à dificuldade que têm em os manusear, o que acontece, por vezes, quando os brinquedos não são adequados à sua idade ou quando a destreza manual ainda não está bem desenvolvida.

Outras estragam-nos devido à sua curiosidade, querem descobrir como são feitos, o que está no seu interior. Resultado? Tentam desmontá-los, acabando por os estragar. Ambos os comportamentos são extremamente naturais e compreensíveis e por isso, a criança não deverá ser repreendida.

Estragos intencionais ou ocasionais?
O menino pode brincar ao "faz de conta" fingindo que é mecânico, desmontando o carrinho para “arranjar a avaria do motor” ou tirando as rodas para “trocar o pneu”. Do mesmo modo, a menina poderá fingir que é cabeleireira, cortando o cabelo à boneca.

É dever dos pais chamar a atenção do seu filho para que não estrague os brinquedos. No entanto, terão que perceber que é através destas brincadeiras que ele irá explorar o mundo à sua volta, exprimir os seus sentimentos e aplicar os conhecimentos que adquiriu ao observar a realidade.

Mas se o descuido, a dificuldade de manuseamento e a curiosidade não são sinais de alerta e de preocupação, a atitude de estragar um brinquedo propositadamente já será motivo de observação.

O facto da criança destruir constantemente os seus brinquedos é indicador que algo não está bem e que poderá ter ocorrido algum acontecimento desagradável ou traumático, explicando a razão de tal comportamento.

A destruição de brinquedos pode estar associada à existência de problemas de foro emocional causados por factores internos ou externos à criança.

Há que tentar entender as causas que levam as crianças a manifestarem tais comportamentos ou atitudes. Esta não é uma tarefa fácil para os pais, tendo muitas vezes que se recorrer à ajuda de um psicólogo.

Diversidade de causas
A criança, quando manifesta comportamentos agressivos ao brincar ou quando destrói propositadamente os seus brinquedos, poderá fazê-lo devido a diversos factores ou causas, como, por exemplo:

- Necessidade de se sentir amada, que lhe deem carinho e atenção, algo que ela não sente por parte dos outros ou alguém em especial, como, por exemplo, a mãe.
- Sentir ciúmes de um irmão que nasceu recentemente, sobre o qual recaem todas as atenções ou de um irmão que é mais valorizado ou elogiado do que ela.
- Dificuldades em se relacionar e em criar amizades ou sentir-se rejeitada por parte dos colegas, quando é excluída de diversas actividades e brincadeiras.
- Sentir incompreensão. Problemas escolares, como dificuldades de aprendizagem.

É importante frisar que a criança afectada por um acontecimento traumático tenderá a utilizar os brinquedos para amenizar a sua dor. Se, por exemplo, a criança for vítima de violência, ela irá bater nos seus bonecos. Este será, a seu ver, um método ou uma estratégia de se vingar daqueles que lhe fazem mal. Como não os poderá atingir directamente, uma vez que os agressores são mais fortes, transfere a sua fúria para os bonecos.

Em conclusão…
Regra geral, ao vivenciar cada uma das situações referidas, a criança passa a apresentar um comportamento nervoso, tenso, demonstrando ser bastante ansiosa. Contudo, pode aparentar ser muito tranquila aos olhos de todos, tanto na escola como em casa, sem que ninguém se aperceba de que algo não está bem.

É necessário que os educadores estejam atentos às brincadeiras da criança e, em casa, os pais deverão dispensar um pouco do seu tempo, não só para observar a criança, como também, juntar-se a ela nas suas brincadeiras. Só assim conseguirão perceber o que se passa e ajudá-la, se necessário.

DESTAQUES

Muitas vezes, só compreendemos o mundo da criança e conseguimos detectar eventuais perturbações ao observar as suas brincadeiras

O facto da criança destruir constantemente os seus brinquedos é indicador que algo não está bem e que poderá ter ocorrido algum acontecimento desagradável ou traumático

A destruição de brinquedos pode estar associada à existência de problemas de foro emocional causados por factores internos ou externos à criança

Os educadores devem estar atentos às brincadeiras da criança e, em casa, recomenda-se que os pais dispensem um pouco do seu tempo, não só para observar a criança, como também, para participar nas suas brincadeiras

Medo das tempestades
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Crianças sobredotadas - Não ignore os sinais de alerta
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As crianças e os seus tesouros
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Sapo Familia-Guia dos pais.

O Desenvolvimento infantil

O desenvolvimento infantil

O desenvolvimento infantil

Desde o desenvolvimento sensorial dos bebés, passando pela etapa do “faz de conta”, até às primeiras competências auditivas e linguísticas.



Uma das maiores preocupações dos pais é que os seus filhos cresçam saudáveis e tenham um desenvolvimento adequado. Todavia, muito embora a maioria dos pais tente o melhor para os seus filhos, às vezes, não é possível consegui-lo porque os seus conhecimentos dentro da área não lhes permitem obter os resultados pretendidos. Conhecer desde a mais tenra idade as necessidades do bebé e poder estimulá-lo de acordo com a sua idade e desenvolvimento é crucial para que a criança venha, no futuro, a ser um adulto física e emocionalmente saudável.

Programas de aprendizagem


O programa de aprendizagem Gymboree é já um sucesso em Portugal. Desenvolvido há cerca de trinta anos e adaptado à realidade das famílias portuguesas, permite envolver os pais e cuidadores de forma a aprenderem novas formas de incentivar as crianças a:
- A ganharem auto-estima
- A resolverem os seus problemas
- A pensarem de forma criativa
- A serem autodidactas Para isso, este programa oferece aos pais as ferramentas necessárias para que eles – pais – sejam os melhores professores dos seus filhos.

Os 7 níveis


Tal como qualquer outro programa de ensino, ele está estruturado por níveis. Neste caso, o programa inicia-se com o bebé recém-nascido e termina no nível sete que corresponde à etapa dos 3 aos 5 anos. Contudo, qualquer criança pode iniciar o programa num outro nível (adequado à sua idade e desenvolvimento) mesmo que o não tenha iniciado no nível 1 ou 2.

Etapa a etapa. Níveis 1 e 2

Conhecer o mundo e sentir-se seguro é fundamental para o bebé que acabou de sofrer o trauma do nascimento e entrou no mundo real. Nesta fase, o mais importante é o estabelecimento do vínculo mãe-filho para que o bebé se sinta seguro e parta para a sua aventura de descobrir o mundo. Este programa (Nível 1 dos 0 a 6 meses) permite aos pais os conhecimentos para não só fortalecerem os seus laços emocionais (tríade mamã-papá-bebé) como também obterem experiência para proporcionarem, por exemplo, uma massagem adequada à sua estimulação e desenvolvimento. No nível 2 (dos 6 aos 10 meses), as crianças estão aptas para aprenderem que as suas acções têm uma repercussão no meio.
Esta compreensão da noção – causa/efeito – é fundamental para conhecerem e compreenderem o mundo. A estimulação da criança é feita através de gestos e sons. Neste nível a mãe tem oportunidade de através de um programa baseado em exercícios de yoga (Mommy and baby fitness) fortalecerem os seus abdominais, praticando exercícios com o bebé. Para fortalecer o vínculo mamã-bebé, a mãe terá ainda oportunidade de aprender canções de embalar que ajudarão também ao desenvolvimento emocional do bebé.

Níveis 3 e 4

Entre os 10 e os 16 meses (Nível 3) as crianças têm necessidade de comunicar e necessitam que as entendam. Para isso os pais têm de aprender a efectuar uma comunicação bilateral eficaz. Quando os adultos respondem adequadamente às tentativas de comunicação da criança, estão a ajudá-la nesta nova etapa. Para isso os pais terão de conhecer os jogos e os métodos mais adequados para que a criança sinta que a entendem e que lhe dão a atenção que merece. A partir dos 16 meses e até aos 22 meses, as crianças entram no nível 4 do programa. As etapas principais a ultrapassar são a coordenação motora e a linguagem.

Níveis 5 e 6

Aos 22 meses e até aos 28 meses é importante alimentar o pensamento simbólico da criança. A criança inicia a idade do “Faz de Conta” e é necessário que aprenda a imaginar-se como um personagem. Pode ser a mamã do seu boneco chorão ou o papá que ralha ao boneco porque não comeu a papa toda. Neste nível, os pais continuam a aprender a melhor forma de ajudar a criança no seu crescimento emocional e intelectual. Dos 28 aos 36 meses – nível 6 - as crianças entram na etapa do pensamento abstracto. Começam a inventar histórias com sentido lógico. É necessário que os pais conheçam as suas etapas para que as possam apoiar.


Nível 7


Neste nível que compreende as crianças dos 3 aos 5 anos, os pais vão aprender a melhor forma de responder aos muitos porquês das criança e a adequar as suas respostas ao seu nível de compreensão. As crianças podem ainda frequentar as aulas de arte, orientadas no sentido de combinar a arte com o processo imaginativo. Nestas aulas é também promovida a confiança e a auto-estima. Nas aulas de trabalhos manuais a presença dos pais é opcional.

Tempo para tudo


Este programa tem a vantagem de ser ministrado também durante o período pós-laboral dos pais e aos fins-de-semana, permitindo aos pais a sua frequência sem problemas.

Sapo Família-Guia dos pais.

Ressonância magnética pode revelar preferência musical - Ciência - Notícia - VEJA.com


Ressonância magnética pode revelar preferência musical - Ciência - Notícia - VEJA.com

Treinamento Cerebral para superar drogas

Treinando o cérebro para superar as drogasO número de usuários de drogas no Brasil e no mundo é alarmante. E o pior é que o abuso de drogas pode trazer consequências dramáticas para o cérebro do viciado e ainda afetar a vida dele e de todos que o cercam.

O método tradicional de se prevenir o uso de drogas é normalmente a educação. Programas de conscientização funcionam com pessoas que conseguem vislumbrar as consequências do uso das drogas no longo prazo. Mas existem pessoas, geralmente as que são mais vulneráveis aos vícios, que não conseguem se beneficiar desses programas. Essas pessoas tendem a desvalorizar as gratificações e as punições que vão ocorrer no futuro, um comportamento conhecido como desvalorização pelo atraso. Isso as leva a optarem pela gratificação imediata, como as oferecidas pelas drogas, e ignorarem as consequências futuras, mesmo sabendo que são negativas.

Então seria possível treinar o cérebro dessas pessoas para que elas diminuíssem essa desvalorização pelo atraso? E será que isso as ajudaria a evitar as drogas e outros vícios?

A desvalorização pelo atraso é uma função cognitiva que envolve a região do córtex frontal, a região logo atrás da testa. Ela se apóia na memória de trabalho, o tipo de memória que permite ao cérebro manter ativas as representações de informações que acabaram de sair de sua frente, como um número de telefone ou a forma do objeto que você procura. Graças a ela, você tem continuidade ao lidar com o mundo e resolver problemas, sem esquecer o que estava fazendo segundos atrás.

Num artigo publicado na revista Biological Psychiatry que estudou este processo, os pesquisadores utilizaram uma abordagem emprestada da reabilitação de indivíduos que sofreram de derrame ou traumatismo craniano. Eles fizeram com que viciados em drogas desenvolvessem repetitivamente uma tarefa de memória de trabalho, exercitando seus cérebros de forma a promover um melhor desempenho desse tipo de memória.

Eles descobriram que esse tipo de treinamento melhorou a memória de trabalho e também diminuiu a desvalorização pelo atraso nesses indivíduos. Em outras palavras, o treinamento da memória de trabalho reduziu a desvalorização das gratificações e punições no longo prazo dos viciados.

Segundo especialistas, as punições legais e danos à saúde associados ao consumo de drogas podem ser insignificantes para o viciado no momento em que eles têm que decidir se vão ou não consumir a droga, pois suas mentes estão repletas da imaginação do prazer imediato.

Apesar do estudo ainda precisar ser replicado e estendido, os pesquisadores esperam que esses resultados ofereçam um novo caminho para a prevenção de vícios e resultem em novas ferramentas, baseadas no treinamento cognitivo, para o tratamento dos viciados em drogas.

Cérebro Melhor

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Quem é mais inteligente - o homem ou a mulher?


Quem é mais inteligente - o homem ou a mulher?O cérebro é responsável por comandar todo o corpo humano e, como os corpos do homem e da mulher possuem diferenças físicas, principalmente nos órgãos reprodutivos, será que seus cérebros também são diferentes? E se essas diferenças existirem, como será que elas influem na inteligência?

Em 1966, um neuroendocrinologista americano chamado Seymour Levine publicou um artigo que resumia o conhecimento sobre o cérebro e sua diferença entre os sexos naquela época. O seu artigo todo tratava apenas de uma região do cérebro, o hipotálamo, responsável por regular os hormônios. Durante muito tempo, acreditou-se que a diferença cerebral entre o homem e a mulher se restringia ao hipotálamo, devido aos hormônios e, consequentemente, aos comportamentos reprodutivos.

Atualmente os cientistas têm evidências de que a diferença entre o cérebro do homem e da mulher vai muito além e influencia atitudes relacionadas a agressividade, comportamentos sociais e até dor. Inclusive, existem estudos tentando verificar como essas diferenças podem influenciar em termos de inteligência.

Um estudo conduzido nos EUA pela equipe do Dr. Richard Haier, da Universidade da California, examinou a relação entre a variação estrutural do cérebro e a inteligência geral de homens e mulheres. Como medida de inteligência, foi usado o índice mais conhecido, o QI, e para analisar as estruturas cerebrais , utilizaram-se equipamentos de ressonância magnética.

Comparando pessoas com um mesmo nível de QI, descobriu-se que nas áreas do cérebro relacionadas à inteligência, as mulheres possuíam mais substância branca e menos substância cinzenta, quando comparadas aos homens. De forma simplista, conclui-se que o homem pensa mais com a substância cinzenta, associada aos centros de processamento de informação, e a mulher mais com a substância branca, associada à conectividade entre esses centros de processamento. Portanto, apesar de o homem e a mulher pensarem de maneira diferente, os cientistas descobriram que isso não afeta o seu desempenho em testes amplos de inteligência.

Por outro lado, de acordo com Rex Jung, um dos pesquisadores que participou desse estudo, esse resultado pode ajudar a explicar porque o homem tende a ser melhor em tarefas que requerem processamento mais localizado, como a matemática, enquanto mulheres são melhores em integrar e assimilar informação de regiões diferentes do cérebro, o que auxilia na linguagem.

Este estudo também pode ajudar a esclarecer o motivo pelo qual diferentes tipos de traumas na cabeça são mais desastrosos para um sexo que para o outro. Por exemplo, a mulher possui mais regiões relacionadas à inteligência localizadas no lóbo frontal, a região próxima à testa. Isso bate com dados clínicos indicando que danos ao lobo frontal em mulheres são muito mais destrutivos do que o mesmo tipo de dano em homens.

Atualmente sabemos que o cérebro possui a capacidade de se modificar de acordo com os estímulos recebidos, conhecida como neuroplasticidade. Dessa forma, o ambiente no qual uma pessoa é criada acaba influenciando o desenvolvimento do seu cérebro e, como em certas culturas o homem é criado de maneira muito diferente da mulher, seus cérebros também se desenvolverão de maneira diferente. Mas, como esse estudo mostrou, o fato de serem diferentes não faz com que um sexo seja melhor que o outro em termos de inteligência.

Cérebro Melhor

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Implante Coclear

O implante coclear é um dispositivo eletrônico de alta complexidade tecnológica, que permite que pessoas com perda auditiva severa ou profunda,a quem os aparelhos auditivos não ajudam passem a ouvir. Este implante estimula eletricamente as fibras nervosas remanescentes, permitindo a transmissão do sinal elétrico para o nervo auditivo, afim de ser decodificado pelo córtex cerebral.
É também conhecido por ouvido biônico, este dispositivo consiste em, eletrodos minúsculos implantados cirurgicamente na cóclea, situada no interior da orelha , um receptor inserido no crânio, atrás e acima da orelha. Um microfone, um processador de som e um transmissor são usados externamente, sendo assim composto por duas unidades, a interna e outra externa. O componente interno possui uma antena interna com um ímã, um receptor estimulador e um feixe de eletrodos, envolvido por um tubo de silicone fino e flexível. Com uma cirurgia, o dispositivo da antena e do ímã fica sob o couro cabeludo, ancorado no crânio, que é levemente escavado e o filamento de eletrodos é introduzido na cóclea. Já o dispositivo externo do implante, é composto por microfone direcional, processador de fala, antena transmissora e dois cabos.
Um mês após a cirurgia de implante, o paciente recebe o componente externo e o dispositivo é ativado. A partir de então, a pessoa ouve pela primeira vez ou volta a ouvir.
O funcionamento do implante coclear difere do Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI). O AASI amplifica o som e o implante coclear fornece impulsos elétricos para estimulação das fibras neurais remanescentes em diferentes regiões da cóclea, possibilitando ao usuário, a capacidade de perceber o som.
Atualmente existem no mundo, mais de 60.000 usuários de implante coclear.